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quarta-feira, 11 de março de 2015

Elétrica Predial: Problemas, soluções e curiosidades

Esta matéria visa explicar e mostrar possíveis correções para os problemas recorrentes nas instalações e esclarecer algumas dúvidas.
Em determinadas construções antigas, a fiação obsoleta e a falta de manutenção preventiva das instalações podem causar curtos-circuitos e outros acidentes, estes podem gerar problemas graves, como incêndios e queima de aparelhos. Outros fatores que podem propiciar acidentes com fogo são descargas elétricas ou até mesmo falhas humanas, é muito importante que todas as normas de segurança sejam observadas para evitar que o patrimônio e a vida dos moradores sejam colocados em risco. Algumas cenas são muito comuns em grande parte das construções e sinalizam um grave problema, como instalações elétricas mal dimensionadas, gerando choques no chuveiro, disjuntor desarmando, oscilações na luz.



Para evitar estes incidentes é necessário realizar verificações periódicas nas instalações elétricas, manutenções preventivas e reformas sempre que se fizerem necessárias. Eventuais problemas acarretam resultados graves para a população e para o patrimônio como: falta de segurança, risco de acidentes e desperdício de energia.
Instalações elétricas devem ser projetadas e executadas por profissionais habilitados para estes serviços. Estes profissionais devem seguir as regras estabelecidas (para instalações elétricas residenciais ou comerciais, a norma técnica é a NBR 5410 (ABNT)), que apresentam todos os requisitos mínimos para garantir o conforto, a qualidade e a segurança. Entretanto, todas as instalações elétricas possuem uma limitação de uso, seja pelo tempo de utilização (desgaste natural dos componentes) ou pela mudança dos hábitos e necessidades dos moradores.


Precauções a serem tomadas, para evitar tais problemas:

Checar se fios e cabos com sinal de aquecimento mostram a necessidade de manutenção, pois indicam que há uma sobrecarga e que a instalação não está adequada para necessidades de consumo.
Se a construção tem mais de dez anos e jamais passou por uma reforma no sistema elétrico, será necessário realizar uma verificação completa, com um profissional habilitado. Essa inspeção deverá ser feita em aproximadamente de cinco em cinco anos.
Todas as tomadas elétricas devem ter o fio terra instalado, protegendo as pessoas contra choque elétrico. As tomadas devem ser de modelos de três polos, caso ao contrario será necessário fazer a troca das mesmas.
Instalações e quadros de forças não podem ser feitos que determinados materiais combustíveis, como a madeira. Se caso exista, eles devem ser trocados.
Devem ser corrigidas imediatamente caixas de passagem abertas, fios desencapados e emendas mal feitas.


Tabela de unidades elétricas
      
Tomada Elétrica
É o ponto de conexão que fornece a eletricidade principal a um plugue ou ficha macho conectado a ela. As mais comuns têm dois terminais, utilizados em circuitos monofásicos ou bifásicos, um para a fase e outro para o neutro (no caso de monofásico) ou um para cada fase (no caso de bifásico), e algumas também têm um terceiro, denominado "ligação de terra" ou simplesmente "terra". Existem também outras tomadas com mais terminais, de 3 (corrente trifásica), 4 ou mais, normalmente para uso na indústria.          

Novo Padrão de tomadas no Brasil

O novo padrão foi desenvolvido por um grupo coordenado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e integrado por fabricantes de aparelhos elétricos e de plugues e tomadas, isso gerou um grande volume de vendas de adaptadores e de tomadas.
Desde o dia 1º de julho de 2011 a NBR 14136.
A imagem abaixo representa o padrão oficial de tomadas no Brasil. A venda de outros tipos de tomada é proibida pelo INMETRO desde esta data.



Ainda existe muita reclamação quanto à adaptação ao novo padrão de tomadas, por este ser mais caro e pela dificuldade de encontrar adaptadores para aparelhos no antigo padrão e importados no padrão NEMA norte-americano.              
Em viagens internacionais, é cada vez mais comum levar ao menos o celular e o notebook. Tudo vai bem até chegar a hora de recarregar esses aparelhos. Você olha para a tomada e faz cara de interrogação enquanto segura o plugue. Boa parte do bom humor da viagem vai embora aí. Culpa dos padrões de plugues de tomadas em cada país.




Corrente,tensão e resistência

A corrente elétrica é um fenômeno de escoamento que precisa ser mantido por uma fonte de tensão ou corrente que fornece a energia dissipada.O resistor deverá estar conectado a algo, que no caso pode ser simplesmente uma bateria química, que mantenha a tensão UR e a corrente IR. A relação entre a tensão e a corrente no resistor é dada pela lei de Ohm: UR = RIR. Cada uma dessas grandezas é medida por um aparelho diferente, que deve ser conectado de forma diferente ao circuito existente. A introdução dos aparelhos de medida modifica a resistência total oferecida ao resto do circuito e isso modifica as grandezas que se quer medir. O uso de cada um desses aparelhos de medida e seu efeito é descrito a seguir:

Corrente IR

Um amperímetro mede a corrente Ia que o atravessa. Para realizar a medição a corrente Ir que atravessa o resistor é necessário conectá-lo em “série” com o resistor, de forme que Ia=Ir. A introdução do amperímetro em série com o resistor aumenta a resistência total, alterando a tensão e a corrente no resistor. Se Ra <<R esse efeito será desprezível, portanto é desejável que um amperímetro tenha resistência tão pequena quanto possível.  





Tensão IR

Mede-se a tensão ou diferença de potencial UV entre seus terminais. Para fazê-lo medir a diferença de potencial UR entre os terminais do resistor é necessário conectá-lo em “paralelo” com o resistor, de forma que UV = UR. A introdução do voltímetro em paralelo com o resistor diminui a resistência total, alterando a tensão e a corrente no resistor. Se RV >> R esse efeito será desprezível, portanto é desejável que um voltímetro tenha resistência tão grande quanto possível.





Resistência R



Mede-se resistência de um resistor aplicando uma diferença de potencial sobre o resistor e medindo a corrente que o percorre. O resistor precisa ser desconectado do circuito ao qual está ligado para ter sua resistência medida por um ohmímetro. Pode-se também determinar através de medidas da tensão e da corrente no resistor,calculando-se a razão entre as duas medidas.


Disjuntores

Um disjuntor é um dispositivo eletromecânico, que funciona como um interruptor automático, destinado a proteger uma determinada instalação elétrica contra possíveis danos causados por curto-circuitos e sobrecargas elétricas. A sua função básica é a de detectar picos de corrente que ultrapassem o adequado para o circuito, interrompendo-a imediatamente antes que os seus efeitos térmicos e mecânicos possam causar danos à instalação elétrica protegida. Uma das principais características dos disjuntores é a sua capacidade de poderem ser rearmados manualmente, depois de interromperem a corrente em virtude da ocorrência de uma falha. Além de dispositivos de proteção, os disjuntores servem também de dispositivos de manobra, funcionando como interruptores normais que permitem interromper manualmente a passagem de corrente elétrica.
Existem diversos tipos de disjuntores, que podem ser desde pequenos dispositivos que protegem a instalação elétrica de uma única habitação até grandes dispositivos que protegem os circuitos de alta tensão que alimentam uma cidade inteira.




Problemas com Disjuntores
O problema mais comum é quando o circuito é deixado desprotegido e o fio com a alta tensão tende a aquecer-se a um ponto de fusão causando danos e fogo. Problemas comuns de disjuntores de circuito:
           
Erros de fiação do sistema elétrico
Na maioria das vezes, a razão de avaria do circuito é o erro da fiação do sistema elétrico. Este problema pode levar ao desligamento indevido do dispositivo elétrico. O dispositivo elétrico pode continuar funcionando mesmo após o interruptor seja desligado.

Disjuntor Parado: sobrecarga do circuito
Você pode ter enfrentado o problema de disjuntores disparou. Este problema acontece freqüentemente devido à sobrecarga do circuito. Isso acontece quando muitos dispositivos eletrônicos estão conectados ou operados em uma única tomada eletrônico.

Curto-circuito                       
Os problemas mais comuns de circuito é curto-circuito. Curto-circuitos ocorrem quando um fio quente toca outro fio neutro. Isto leva ao disparo do disjuntor, devido à sobrecarga de corrente elétrica. Curto-circuitos podem ser um problema sério. O principal problema está na fiação elétrica, portanto, é aconselhável para verificar se a mesma segue os padrões especificados imediatamente para evitar danos ainda mais graves.Se você perceber um curto-circuito em seu equipamento ligado na tomada, fazer verificar o exterior do cabo. Verifique se há um cheiro a queimado. Substituir ou reparar os fios, se você encontrá-los danificado. Fios expostos podem representar uma séria ameaça, pois têm a corrente elétrica que flui através deles.



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Segurança: Trabalhos em Altura

Toda obra deve ser realizada seguindo as normas regulamentadoras (NR). Para garantir a segurança de quem a executa deve-se utilizar os equipamentos de proteção individual (EPI) de acordo com cada tipo de serviço (NR 6). 

Nos trabalhos executados em altura superior a 2 metros em que haja risco de queda, a norma regulamentadora 35 (NR 35) exige certos tipos de equipamentos, como: cinto,trava-quedas,mosquetão,cadeira suspensa e talabarte.
Os mais comuns são:

Cinto de segurança: Quando não é possível eliminar o risco de queda, o uso do cinto de segurança é crucial. O mais recomendado é o do tipo paraquedista.
Talabarte: Juntamente com o cinto de segurança deve estar um talabarte. É um equipamento que faz a conexão da ancoragem ao cinto, "travando" a queda. Em caso de queda, o impacto gerado por um talabarte é intenso, podendo causar danos a quem está utilizando, por isso é necessário o uso de um absorvedor de energia. Alguns modelos de talabarte já apresentam esse sistema para diminuir o impacto gerado pela queda.
Talabarte com absorvedor de energia gerada no impacto
No caso de ser necessária o deslocamento do usuário, é necessário acrescentar o uso e uma cadeira suspensa e de corda, sempre mantendo um sistema de travamento (trava-queda).
Cadeira suspensa de descida e subida

Para que seja possível a utilização de talabartes, cintos e cadeiras de segurança, é necessário que exista um ponto de ancoragem. Este ponto pode ser fixo, móvel ou linear (a linha de vida). Veja abaixo a definição de cada item:

Ancoragem Móvel:
Existem vários tipos de pontos móveis para ancoragem, estes são usados em serviços temporários ou esporádicos que apresentam risco de queda, como por exemplo a limpeza da face de um edifício. As formas mais comuns destes pontos são a ancoragem móvel modular e a ancoragem de porta.

A ancoragem móvel modular é um equipamento leve, de fácil utilização, de rápida colocação e que não danifica as superfícies de apoio. Consiste em uma haste vertical ajustável, que deve ser instalada em um ambiente firme e seguro e apoiada entre o teto e o piso. Sua colocação adequada permite a ancoragem de um ou mais trabalhadores.

Sistema de ancoragem móvel modular
 A ancoragem de porta possui as mesmas características que a modular, mas requer muito mais cuidado e atenção ao ambiente. Este sistema também possibilita a ancoragem de um ou mais funcionários. Nesta maneira, a fixação fica por conta de uma barra horizontal ajustável que é travada no vão da porta, como mostra a figura. 
Sistema de ancoragem de porta
Pontos de ancoragem fixos:
Estes são utilizados em ambientes onde serviços que dependem de ancoragem para a segurança são permanentes ou acontecem com certa frequência, por exemplo em um talude que necessite de cortes na grama, pinturas ou reparos frequentes em fachadas e pontos de carga e descarga de caminhões. 

Para a instalação destes pontos deve-se levar em conta a sua posição permanente para que eventuais modificações no ambiente não prejudiquem a sua função. A segurança de tal depende da sua fixação (como parafusamento, concretagem ou engastamento) que deve ser realizada em superfície sólida, segura e que não seja passível de rompimentos ou deslocamentos.

Os pontos de Ancoragem concretados são aqueles que já foram previstos em projetos, e portanto são concretados junto à laje ou à parede. Outros casos também ocorrem em taludes, quando o solo pode ser simplesmente escavado em determinado ponto e concretado depois de inserida uma barra de aço que sustentará o gancho de ancoragem.

Sistema de ancoragem fixa
Pontos de ancoragem lineares:
São conhecidos como Linha de vida. A linha de vida é constituída de um cabo de aço que é fixado ao passar por dois ou mais pontos de ancoragem fixos. Este cabo possibilita o trabalho de vários funcionários ao mesmo tempo, desde que haja planejamento para tal. Na linha de vida pode-se prender (como nos outros pontos de ancoragem) o mosquetão ou a presilha, sua principal peculiaridade é a possibilidade de o trabalhador correr pelo cabo, facilitando o deslocamento e agilizando certas execuções por não haver necessidade de trocar várias vezes de ponto de fixação. 
Sistema com linha de vida
Linha de vida para caminhão

O trabalho em altura possui riscos. O uso de EPIs é indispensável.Deve-se sempre verificar os equipamentos para certificar-se que etão aptos para o uso. A segurança do trabalhador é fundamental para que o restante do serviço ocorra da melhor maneira possível.