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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Inovação na Arquitetura - Tijolo Dissipador

Uma solução inovadora da arquitetura vem chamando atenção nos últimos dias.  Os arquitetos colombianos Miguel Niño e Johanna Navarro projetaram um bloco termo-dissipador. Estamos falando de um tijolo de barro que ajuda a manter edifícios naturalmente arejados.
BT – Bloque Termo dissipador,  é um tijolo de cerâmica para a construção de gabinetes de arquitetura e fachadas. O material é feito de maneira inclinada e perfurada e além de colaborar com o equilibro térmico na edificação, o tijolo ajuda a reduzir o desperdício de material no momento da construção.


A diferença entre o chamado de BT – Bloque Termodisipador e os tijolos convencionais é que ele possui cinco lados e é assimétrico, com uma face angular que ajuda a protege-lo da radiação solar.
Além do formato diferenciado, os  tijolos são perfurados com uma estrutura celular porosa que permite que ventos passem através deles e dissipem o calor que foi armazenado.

Os arquitetos responsáveis pela inovação informaram que a ideia era fazer um material diferente dos tijolos de barro tradicionais, onde o calor é transferido em uma direção, devido às superfícies horizontais que compõem seus canais, atuando como pontes térmicas que conduzem o calor para o interior a uma velocidade maior. Já as superfícies horizontais da BT são interrompidos por uma série de sub-canais menores, tornando-se o caminho do calor mais longo, desacelerando e reduzindo a sua entrada no interior.

O BT ainda tem a vantagem de diminuição de ruído e podem ser empilhados em diversos esquemas tridimensionais, e por causa das dimensões semelhantes, também podem ser combinados com os tijolos de barro tradicionais.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O inovador Concreto Permeável:Será a solução para as grandes cidades?

Ainda novidade no Brasil, o concreto permeável é uma tecnologia que pode ser usada contra as enchentes. Construtores têm adotado esse tipo de material para atender as legislações em relação à infiltração e permeabilidade na pavimentação de terrenos.

A grande diferença entre o concreto convencional e o permeável está na porosidade. O concreto convencional é compacto e enrijece ao longo do tempo, tornando-o mais resistente. Já o concreto permeável é feito a partir de material granular quase todo do mesmo tamanho, proporcionando assim alguns vazios.


Considerando que são estes vazios que tornam o concreto permeável, devemos ressaltar que a quantidade de pedra, areia cimento e água vai variar de acordo com a resistência que se deseja obter. Quanto maior a resistência, menor a permeabilidade, logo, para se ter mais permeabilidade será necessário um maior volume de vazios e, portanto, menos resistência. Devido a esses fatores há limitações na aplicação do sistema de drenagem com concreto permeável. Ele é mais indicado para locais onde a resistência é menos exigida, como ciclovias, quadras poliesportivas e estacionamentos para tráfego leve.

A função permeabilizante do concreto permeável não funciona se ele não estiver associado à base e sub-base granular. A água da chuva desce pelo concreto poroso e é armazenada na estrutura granular, que deverá ser de pedras ou britas com grande volume de vazios. Depois que a chuva para, a água que ficou armazenada ou vai para o subsolo, quando o subleito é propício para promover esse caminho até o aquífero, ou poderá ir para um sistema de drenagem. E então, segue para os bueiros e bocas de lobo da cidade ou fica em piscinas de armazenagem ou reservatórios, a partir de onde pode ser reutilizada em espaços sanitários ou jardins.


Vantagens
● Proteção do sistema de drenagem;
● Ajuda a diminuir enxurradas e enchentes;
● Possibilita a reutilização da água da chuva;
● Atua como filtro, impedindo que impurezas atinjam o lençol freático; 
● Realimenta o aquífero subterrâneo;
● Pode ser usado como zona de transição em barragens, junto aos maciços rochosos.
● Permite um aproveitamento mais eficiente dos terrenos;

É importante ressaltar que o concreto permeável não é adequado para qualquer tipo de lugar, portanto contar com a ajuda de um profissional qualificado para esta escolha é essencial.

Confira este vídeo e entenda como funciona o concreto permeável:

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Sustentável e econômica: Conheça a energia solar

Uma das fontes alternativas de energia sustentável e inesgotável é a energia solar. Mesmo em locais com baixas latitudes e baixa intensidade de raios solares, possui grande eficiência e seu impacto ambiental é nulo. Apesar dos diversos benefícios, o procedimento ainda é pouco utilizado no Brasil. O principal fator desse baixo índice de utilização está diretamente ligado com a falta de informação sobre a eficácia dos painéis fotovoltaicos.



A energia solar permite a geração de parte ou toda energia solar para sua casa, consequentemente livrando- se da conta de luz. Para o cálculo do tamanho do sistema fotovoltaico residencial, utiliza-se como base o consumo de energia, a área disponível para os painéis e a localidade geográfica.A diferença entre os sistemas fotovoltaicos de energia solar residenciais e comercias está na capacidade de geração (kWp). 

Caracteriza-se como sistema fotovoltaico residencial os com potência entre 1kWp a 1kWp. Uma residência média de 3 quartos precisará de um sistema de 3kWp que ocupará aproximadamente 21m².O sistema fotovoltaico comercial funciona como os residenciais, porém são instalados geralmente com potências entre 10kWp a 100kWp, ocupando de 65m² a 700m².


Instalação: 


Após definido onde será colocado cada painel solar, instala-se os suportes. Em telhados de metal, o suporte será parafusado diretamente na telha. Já em telhados de barro, de acordo com o layout, as telhas são removidas nos locais apropriados e os suportes são parafusados nestes pontos servindo como base de fixação do sistema.


Em seguida, instalam-se os trilhos, que são estruturas pré-fabricadas, geralmente em alumínio e se encaixam perfeitamente nos suportes. Após os trilhos estarem bem fixos, instalam-se as placas solares e conectam-se os cabos.


Por fim, conectam-se os painéis solares no inversor solar e este é instalado na rede elétrica. Nesta etapa final somente o eletricista trabalha.


Ainda que as pessoas pensam que o preço da energia solar fotovoltaica é elevado, quando comparada com outros tipos de energia, o valor da energia solar estará em vantagem. Se considerarmos o investimento em energia solar mais a manutenção minima ao longo de 25 anos e dividir esse valor pela energia gerada pelo sistema fotovoltaico, o valor da energia solar será menor que o você pagou pela rede elétrica, além disso estará contribuindo com o meio ambiente.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Elegância e Estilo: Conheça a Pedra Canjiquinha

Uma das opções para usar como revestimento é a pedra canjiquinha. O nome canjiquinha trata-se de uma técnica de se colocar pedras, em forma de filetes e camadas. Quando as tiras são cortadas das pedras brutas, elas podem ser cortadas com comprimentos, espessuras e profundidades diferentes.

Essas pedras podem ser arenito, pedra Goiás, pedra são Tomé que é a mais utilizada. Quando se trata de mármores, ou limestone, os comprimentos, espessuras, e profundidades da pedra canjiquinha, filete ou palito podem ser padronizados. Elas podem ter grande variedade de cores e na hora da aplicação pode-se optar por usar pedras em tons diferentes.

Canjiquinha com tons diferentes

Canjiquinha em tons claros

Canjiquinha quadrada

Bonita, durável e antiderrapante, é altamente resistente a corrosão e absorve bem o calor. Pode ser colocada de duas formas: expondo a pedra natural ou usando o lado semipolido.

Na hora da aplicação é importante a contratação de um profissional, pois é preciso tomar alguns cuidados, já que as pedras transmitem cargas para o solo. Mas para assentá-las é necessário primeiro agrupar as pedras que melhor se encaixem entre si, pois por se tratarem de produtos naturais, cada uma possui seu próprio formato. Para assentá-las, normalmente é utilizada argamassa AC3 branca.  Pode ser aplicada em diversos locais, externamente ou internamente como: fachadas, muros, colunas, paredes de salas e banheiros.

Pedra Canjiquinha aplicada na sala de Estar

Pedra canjiquinha em lavabo

Pedra canjiquinha aplicada na fachada de uma casa

As tiras (pedaços) da pedra que vai ser utilizada são vendidas por m² e o preço pode variar dependendo de qual vai ser o material escolhido. A pedra São Tomé por exemplo pode ser encontrada por valores de R$ 11,00 à R$ 20,00.

Tiras de pedra canjiquinha antes da aplicação

Essa é técnica de aplicação da pedra canjiquinha proporciona elegância e dá um toque especial ao ambiente, desde que usadas com bom senso e sem exageros.






quarta-feira, 20 de maio de 2015

O que são muros de arrimo?

Em períodos de chuva é muito comum encontrar barrancos desmoronando por conta da erosão causada pela água. Casas que estão localizadas próximas a estes locais correm grande risco, portanto na hora de construir deve-se pensar em alguma técnica para conter possíveis desmoronamentos.

O muro de arrimo é uma alternativa de isolamento para construir em terrenos que possuam inclinações, sendo elas aclives ou declives. Possuem a função de conter a terra das encostas, estabilizando a sua pressão e evitando que o solo ceda.

A construção de um muro de arrimo pode ser necessária quando existe inclinação natural do terreno ou quando este apresenta um corte, onde a construção de uma edificação pode tornar o solo instável. Também é recomendado em áreas com risco de erosão natural.

Os muros de arrimo podem ser construídos de bloco estrutural de cimento ou cerâmica, podem ter estruturas metálicas ou serem inteiramente  de concreto. Também podem ser de pedra, gabiões de pedra (gaiola) ou pneus. Outra alternativa é o uso de uma mistura de solo e cimento conhecida como concreto-cimento.

Muro de arrimo em gabião


Existem diversos tipos de muro de arrimo:
  • Por gravidade: Usados em desníveis de pouca altura (entre 1,5m a 5m). Feitos de pedras, concreto ou gabiões.
  • Muro de Flexão: São aqueles que usam o próprio peso para resistir as forças, mantendo um equilíbrio. Podem ser feitos de diversos materiais como:
- Pedra seca: mais simples e de baixo custo.



- Concreto Ciclópico: recomendado para taludes de altura entre 4m e 5m. Construção mais elaborada pois necessita de fôrmas.



- Solo-pneu: construção mais barata que utiliza o próprio solo e uma estrutura montada com pneus amarrados uns aos outros. Oferece boa drenabilidade.



- Alvenaria de pedra: Estrutura mais rígida, com baixa capacidade de deformação.É necessário um sistema de drenagem eficiente. Quando a altura é de até 3m, é economicamente viável, pois sua construção não exige mão-de-obra tão qualificada.





- Concreto Armado: Tem como função diminuir o volume do muro. São mais caros, por isso não são viáveis a certas alturas.




É importante ressaltar que a construção de um muro de arrimo deve ser acompanhada por um profissional técnico, para dimensionar fatores importantes como: altura do muro, cargas atuantes, capacidade de suporte do solo da fundação, etc.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Como calcular a Iluminação e Ventilação Natural para a sua casa

Duas grandes preocupações na hora de construir são: iluminação e ventilação natural. Um dos grandes erros é acreditar que as janelas podem ser colocadas em qualquer uma das paredes dos ambientes e em qualquer tamanho e quantidade, porém na prática não é tão simples assim. São necessários estudos e planejamentos prévios para garantir que haja iluminação e ventilação adequada, tornando o ambiente aconchegante e agradável.



Estes dois fatores são muito importantes pois ambientes não ventilados podem trazer diversos problemas de saúde aos ocupantes já que a falta de luz solar e ventilação causará umidade que contribui para a proliferação de bactérias e mofo.



Na hora de definir onde as janelas serão colocadas é essencial saber onde está posicionado o 'norte' em relação a casa, pois é nesta área que a edificação receber maior incidência de luz solar, portanto, os ambientes que precisam ser mais iluminados devem estar locados nesta região, e as janelas também dever estar voltadas para este lado. Ao 'sul' é recomendado colocar os ambientes que não precisam de tanta luz.

A quantidade necessária de luz para cada ambiente está relacionada com o tempo de permanência das pessoas nesses locais, ou seja, deve-se haver maior incidência solar em ambientes que as pessoas ficarão por maior período de tempo, por exemplo, dormitórios e sala de estar. Para ambientes onde há permanência reduzida de pessoas, a necessidade de incidência solar também é menor, por exemplo, banheiros e áreas de circulação.

Então, para calcular esses fatores e tornar os ambientes confortáveis foram criados índices de iluminação mínima para cada tipo de ambiente, e para calcular o valor mínimo de ventilação devemos levar em conta metade do valor obtido no índice de iluminação.


ÍNDICES DE ILUMINAÇÃO
Ambiente
Índice
Sala de estar
1/5
Sala de jantar
1/5
Cozinha/Copa
1/8
Área de Serviço
1/8
Despensa
1/8
Dormitório
1/5
Banheiros e Lavabos
1/8
Closet
1/8
Escadas
1/10

Colocando os dados da tabela em prática deve-se seguir os seguintes passos:
1-Calcular a metragem quadrada do ambiente.
2-Para descobrir a iluminação necessária, deve-se pegar a metragem quadrada do ambiente e dividi-la pelo índice, conforme a tabela.
3-Descoberto o valor necessário para iluminação, para encontrar o valor mínimo de ventilação basta dividir essa medida ao meio.

Entenda melhor como isto funciona através desse exemplo:

Para calcular a iluminação de uma sala de estar medindo 4x3m, pegamos área de 12m² e dividimos pelo índice 1/5 (conforme tabela), que resultará em 1,5m. Ou seja, a janela deste ambiente deverá possuir 1,5m² de área que proporciona iluminação.

Para calcular a ventilação, basta dividir o valor obtido na cálculo da iluminação em dois, resultando em 0,75m² (1,5/2).

Lembrando que para ambientes com maiores dimensões, estes valores poderão ser distribuídos em mais de um janela.

Após definidas as medidas mínimas necessárias deve-se escolher o tipo de janela, pois a maioria dos modelos não proporcionam 100% de iluminação e ventilação, por exemplo: uma janela de 4 folhas, inteira de vidro, proporcionará 100% de iluminação, porém somente 50% de ventilação.


Janela de Vidro - 4 Folhas
Janela basculante
Janela de Madeira
Estas são apenas algumas dicas básicas, mas é de extrema importância o acompanhamento de um profissional qualificado para garantir que a edificação não apresente problemas futuramente, proporcionando qualidade de vida e conforto.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Que tipo de escada escolher?

Na hora de construir muitas pessoas não sabem qual o tipo de escada usar em suas edificações nem onde colocá-las, e muitas vezes acabam julgando esse elemento como algo que ocupa espaço e que fica deslocado nos ambientes. Mas se a escolha do tipo de escada, bem como a escolha dos materiais a ser utilizado nela for bem feita, a escada pode ser muito mais do que algo que serve apenas para conectar um pavimento a outro.

Com os avanços da arquitetura e da construção civil, as escadas são mais estilosas e se tornaram parte da decoração, deixando a casa moderna e com muita personalidade.
Mas de nada adianta se forem bonitas, mas não forem funcionais, afinal, na arquitetura estética e funcionalidade são elementos que devem estar sempre juntos. Portando existem algumas regras básicas para se construir uma escada:

Primeiramente é necessário saber que uma escada é composta por:

Piso: é a superfície horizontal aonde pisamos ao subir ou descer uma escada, conhecidos também como degraus;

Espelho: é a superfície vertical entre um piso (degrau) e outro.

Patamar: é a superfície horizontal maior que os pisos (degraus). Servem como descanso ao subir uma escada que vence uma grande altura. (Nem toda escada possui patamar);

Guarda-corpo: é o elemento vertical que serve de proteção para as pessoas não caírem da escada;

Corrimão: elemento presente no guarda-corpo que serve para as pessoas se apoiarem ao subir ou descer uma escada.

Não há nada mais desconfortável do que subir ou descer uma escada que não possui dimensões adequadas, além de desconfortável isso é também perigoso, principalmente para algumas faixas etárias. Para que uma escada seja confortável é aconselhável que ela possua as seguintes medidas:


  • Piso: 25 cm a 30 cm; (é indicado utilizar 28 cm)
  • Espelho: 16 cm a 18 cm 


Ou utiliza-se a seguinte fórmula: 


2E + P = +/- 64 cm

Na qual a soma de dois espelhos mais um piso deve ser aproximadamente 64 cm.

Explicaremos a seguir como fazer o cálculo de uma escada:

- O primeiro é passo é definir as medidas dos pisos e dos espelhos, conforme os cálculos explicados acima.

- O segundo passo é o cálculo do número de espelhos e pisos. Para isso deve-se dividir a altura do pé direito da casa mais a espessura da laje, pela medida de um espelho.

Exemplo: pé direito = 2,70m; laje = 0,15m; espelho = 0,18 cm

2,70+0,15 = 2,85/0,18 = 15,83 

Deve-se sempre arredondar para mais, portanto a escada possuirá 16 espelhos. Então, calcula-se novamente a medida destes, conforme o exemplo: 

2,85/16 = 0,1785m

E = 17,85cm

- Em seguida, através da fórmula de Blondel calcula-se a medida dos pisos:

2E + P = +/- 64cm; 

Logo, 
2 x 0,1785 + P = +/- 0,64

P = 28,3 cm


  • O número de pisos será sempre o numero de espelhos menos 1.
Em resumo, a escada usada como exemplo, possuirá 16 espelhos de 17,85 cm e 15 pisos de 28,3 cm.

As escadas devem possuir largura mínima de 90 cm, e a cada 18 degraus aproximadamente, é necessária a colocação de um patamar de descanso.


Tipos de escadas

Escada Reta

A escada reta é a que ocupa menor área do ambiente, e o espaço embaixo desse tipo de escada pode ser muito bem aproveitado para colocar um móvel, um bar, etc. É indicada para espaços pequenos e para vencer pequenas alturas

Escada em L

A escada em L na maioria dos casos é colocada nos cantos dos ambientes, mas isso não é uma regra, existem projetos com escadas em L no “meio dos ambientes”. Em residências com menor espaço, como os sobrados, as escadas em L são muito utilizadas para ganhar espaço.

O formato pode variar. O primeiro lance pode ser mais curto e o segundo lance mais comprido, ou vice-versa, isso vai depender do projeto e do espaço disponível.

Escada em U

Esse tipo de escada é muito utilizado para dividir dois ambientes de uma casa, mas também pode ser projetada na divisa com uma parede. 

Nas escadas em U a escolha dos materiais deve ser muito cautelosa, pois ainda mais do que as outras, ela deverá fazer parte da decoração, principalmente se estiver dividindo dois ambientes; nesses casos deverá estar em harmonia com os dois. É o tipo de escada que ocupa maior área do ambiente.





Escada curva

Como o próprio nome diz, é a escada que possui curvas, mas não possui um eixo central. Existem inúmeras opções de arcos para as escadas curvas.

Escada caracol

Diferentemente da escada curva, esta possui um eixo central. É uma escada pouco confortável, porém possui a vantagem de caber em pequenos espaços.



Materiais

As escadas podem ser feitas ou revestidas de quase todos os tipos de materiais, essa escolha vai variar muito de acordo com as necessidades e o tipo de projeto e também do gosto do cliente. Alguns desses materiais são: 

- Madeira:



- Concreto:



 - Alumínio 




- Mármore


- Vidro 



A mistura de dois ou mais materiais também pode dar um toque especial nas escadas. Lembrando que estes materiais devem estar sempre em sintonia entre eles e com o restante dos ambientes, para isso a ajuda de um profissional qualificado é essencial.


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Como lidar com problemas acústicos

Isolamento Acústico

A cada dia o desconforto sonoro causado principalmente pelas grandes cidades está ficando cada vez pior. Isto é uma das causas para os problemas de saúde das pessoas. A exposição a ambientes muito barulhentos por um grande período de tempo gera um estresse que acumulado a outros fatores pode ocasionar problemas mais graves. A poluição sonora também causa grandes problemas de audição no ser humano.

Para resolver esse incômodo a construção civil e a arquitetura passaram por diversas adaptações. Essas adaptações são conhecidas como Técnicas de Isolamento Acústico.

Para entender melhor precisamos primeiro estudar os ruídos sonoros. Podemos classificá-los ruídos em dois tipos: Aéreo e De impacto.

Ruídos aéreos são os transmitidos pelo ar, por exemplo: vozes, barulho do avião, do trânsito, música. Já os ruídos de impacto são aqueles que são transmitidos via estrutura da edificação, através da vibração que passa pelas paredes e pelo teto. Um exemplo desse tipo de ruído são passos do apartamento do piso superior.

Para lidarmos com esses ruídos podemos usar duas técnicas. A de Isolamento e a de Absorção.
Isolamento acústico é a técnica que impede que as ondas sonoras do som atravessem um meio e chegue ao receptor. Para isso, são usados materiais mais densos (vidro, concreto, chumbo, etc). Já absorção acústica é o fenômeno que minimiza a reverberação (reflexão) do som em um ambiente. Para isso geralmente são usados materiais menos densos e mais fibrosos (espumas, tecidos, etc)

Quase todos os materiais que utilizamos na construção civil têm propriedades isolantes ou absorvem o som. Porém cada material tem um nível que indica a quantidade de som que ele consegue conter ou barrar. 

Os materiais leves porosos ou fibrosos são chamados de bons absorvedores acústico, e têm a finalidade de diminuir o ruído interior do ambientes. Os materiais mais comuns utilizados na construção de civil que proporcionam certo nível de isolamento acústico são os blocos cerâmicos, os blocos de concreto, a madeira e o vidro. 

A escolha do material depende do objetivo que se deseja alcançar, podendo ser ele: corrigir, reduzir ou eliminar o ruído.

A energia sonora é uma energia mecânica podendo ter sua trajetória alterada por materiais sólidos, por isso utiliza-se materiais densos e pesados que dissipam e amortecem a energia sonora. 

Para isolamentos mais específicos existem outros tipos de materiais, por exemplo: 

  • Lã de vidro

A lã de vidro possui elevado coeficiente de absorção acústica, e é bastante utilizada em projetos residenciais e comerciais, aplicado em forros, em contrapisos e no interior de paredes de drywall. Possui as vantagens de não deteriorar nem apodrecer, e não ataca superfícies com que entra em contato.



  • Lã de PET

Vendido em rolos, é um material 100% reciclável, pois é obtido a partir de garrafas PET. Geralmente é utilizada em projetos que buscam sustentabilidade. Um metro de lã de PET equivale a trinta garrafas retiradas do meio ambiente. Possui a vantagem de ser resistente à proliferação de fungos e bactérias. 


  • Lã de rocha

Mais densa do que a lã de vidro, também é utilizada no miolo de divisórias e alvenarias, sobre forros e em coberturas. São vendidos na forma de painéis, em diversas densidades e espessuras.  Resistente a altas temperaturas, não apodrece em contato com a umidade.




  • Espumas acústicas 

Pode ser aplicada em paredes e nos tetos de ambientes, e é utilizada em locais como casa de shows, auditórios, estúdios, etc. São vendidas em placas, e já vêm prontas para serem fixadas sobre a superfície metálica, de gesso ou de madeira. É um material flexível e possui diversas opções de acabamentos. 













  • Borracha sintética

Pode ser encontrada nos formatos de rolos ou painéis. É utilizada para fazer o revestimento acústico em tubulações de água ou esgoto e para o isolamento acústico de lajes e pisos em apartamentos.



  • Isopor

As barreiras construídas com isopor impedem que aproximadamente 80% do som passe de um ambiente para outro. Esse tipo de isolante é muito usado para cuidar dos ruídos de percussão (passos).


  • Algo muito comum de ser feito é o sanduíche, ou seja, entre duas paredes de gesso, usa-se lã de rocha, lã de vidro ou isopor.


  • Atualmente, os pisos laminados estão sendo muito usados, mas quando colocados em apartamentos estão causando desconfortos aos vizinhos de baixo devido aos ruídos que causam quando entram em atrito com outros objetos. Para quem deseja esse tipo de piso a solução é a utilização da manta resiliente, que absorverá os impactos impedindo que os ruídos passem para o andar de baixo.
  • As janelas acústicas também são uma ótima opção, os perfis são geralmente de alumínio e os vidros podem ser de 6 a 20mm, em lugar dos comuns de 4mm). Na hora da fixação as juntas de dilatação entre a alvenaria e a esquadria devem ser preenchidas espuma de poliuretano expansível e colas impermeáveis.


  • Revestir as paredes com um painel de madeira é uma ótima opção para auxiliar no isolamento acústico, principalmente a madeira maciça.

  • Tapetes também são ótimos isolantes acústicos, além de contribuírem com a estética da casa e serem acessíveis ao orçamento. Os mais felpudos e grossos são ainda melhores. Os estofados e almofadas também são peças eficazes na absorção do som.


As peças não podem refletir o som, por isso não é recomendado usar tecidos leves, seda, móveis lisos demais, revestimento laminado e vidro em locais com muito barulho.

Existem diversas técnicas para lidar com os transtornos causados pela poluição sonora. O trabalho com profissionais qualificados é de extrema importância para que o problema seja resolvido totalmente.