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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Sustentabilidade: Você sabia que existem telhas solares?

Assim como já tratamos em matérias anteriores no nosso blog, a sustentabilidade é um assunto que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado. Quando se fala em sustentabilidade surge o grande desafio de como uni-la com a estética. 

Portanto se para alguns as placas solares fotovoltaicas são um problema estético, talvez as telhas cerâmicas fotovoltaicas sejam a solução, é uma alternativa sustentável que não atrapalha a estética original das telhas, como acontece com os painéis fotovoltaicos tradicionais, que são grandes e pesados

Portanto se para alguns as placas solares fotovoltaicas são um problema estético, talvez uma telha cerâmica fotovoltaica seja a solução, é uma alternativa sustentável que não atrapalha a estética original das telhas, como acontece muitas vezes com os painéis fotovoltaicos tradicionais, que são grandes e pesados. 

A Tegola Solare já faz sucesso fora do Brasil, principalmente na Itália, local onde a maioria dessas telhas já foram instaladas,por se tratar de um país que possui muitas casas antigas e os centros históricos têm muitas regras de preservação.

As telhas possuem quatro células fotovoltaicas embutidas, são feitas em cerâmica e sua fiação segue embaixo do telhado para o conversor.
Segundo o fabricante, além de ser capaz de substituir os painéis para captação de luz do sol, a Tegola Solare pode gerar cerca de 3kw de energia em uma área instalada de 40m², ou seja, um telhado completo ou parcialmente coberto pode suprir as necessidades energéticas de uma casa

A instalação das telhas fotovoltaicas é feita como a de qualquer outro telhado, e a área que captará a luz solar depende da necessidade do imóvel.
Para maiores esclarecimentos, conte sempre com a ajuda de um profissional qualificado.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Agricultura Urbana: Hortas e Telhado Verde

Agricultura urbana é a agricultura em uma cidade ou metrópole, produzindo e distribuindo muitos produtos, alimentares ou não alimentares. 

Está cada vez mais presentes nas cidades. Terrenos são transformados em hortas, pomares e até locais para criação de pequenos animais. Esse tipo de iniciativa vem sido incentivado há muito tempo nas escolas, mas agora além das hortas comunitárias e educativas existem hortas voltadas para a geração de renda e para o consumo próprio.



Entre as vantagens dessa iniciativa estão: 

 Segurança Alimentar: Muitas pessoas preferem alimentos orgânicos onde você conhece todas as etapas da produção e assim, sabe o que está comendo. Os alimentos orgânicos cultivados nas nossas casas são muito melhores à saúde do que os alimentos que encontramos em mercados.

 Melhoria da vida da comunidade: Áreas verdes nas cidades são extremamente importantes para melhorar a qualidade de vida dos moradores. Com o crescimento urbano vemos cada vez menos árvores e vegetações. 



Essas plantações podem ser realizadas em terrenos não propícios à construção civil. 

Em São Paulo podemos encontrar essa iniciativa nos seguintes locais:

 Horta do Ciclista
 Horta das Corujas
 Horta Comunitária da Vila Pompeia
 Horta do Centro Cultural São Paulo (CCSP)


Horta do Centro Cultural de São Paulo
Outra opção muito boa para a construção civil são os telhados verdes (eco telhados).

O telhado verde é uma técnica arquitetônica e construtiva que baseia-se na aplicação de um solo especial e vegetação sobre uma edificação. 

A iniciativa ainda diminuiu o gasto com energia em 30%. Por se tratar de um sistema vivo, a vegetação impede o acúmulo de calor, distribuído de forma mais homogênea. 

A cobertura vegetal se encarrega de consumir esta energia pela evapotranspiração e pela fotossíntese, não restando nada a ser transferido para o interior da casa, garantindo um isolamento térmico, reduzindo a energia consumida com ar condicionado.

No Shopping Eldorado (São Paulo) são 2000 metros quadrados de laje cobertos por uma horta bem diversificada. Os nutrientes que fazem essas plantas crescerem vêm do lixo orgânico do próprio shopping. 


Cobertura do Shopping Eldorado
Para instalar o Telhado Verde, é necessário tomar alguns cuidados: como com a laje, que deve ser impermeabilizada com uma manta asfáltica para que não ocorram infiltrações. A manta vai ser instalada como a primeira camada depois da superfície da laje e não permite a passagem de água.


Cobertura do Shopping Eldorado
A estrutura também precisa ser estudada a fim de que se descubra qual carga pode ser instalada, descobrindo assim que tipo de cobertura será feita (como qual será a lâmina de terra e as espécies plantadas), o ideal é que a Cobertura Verde já esteja prevista em projeto, a fim de que as estruturas estejam preparadas - uma laje de fechamento comum suporta uma carga aproximada de 200Kg/m², um jardim suspenso por sua vez pode ter aproximadamente 450Kg/m². 

Também é preciso ter um sistema de drenagem que vai ser responsável por tirar a água em excesso do local, é necessário que o sistema seja recoberto por uma malha (bidim) que impeça que a água leve junto consigo terra, areia ou outros materiais.



Além disso, precisam ser instaladas camadas de agregados como: Argila expandida, areia fina e grossa e terra, para que sirvam de filtro e substrato.

Depois que tudo estiver instalado, o ideal é que se plante grama, do método que for mais prático e funcional, a grama depois de estabilizada estará disponível para o plantio. 

Existem inúmeras formas de de integrar a natureza à nossa vida urbana, o importante é adotar algumas dessas medidas devido aos diversos benefícios que isto nos proporciona.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Sustentável e econômica: Conheça a energia solar

Uma das fontes alternativas de energia sustentável e inesgotável é a energia solar. Mesmo em locais com baixas latitudes e baixa intensidade de raios solares, possui grande eficiência e seu impacto ambiental é nulo. Apesar dos diversos benefícios, o procedimento ainda é pouco utilizado no Brasil. O principal fator desse baixo índice de utilização está diretamente ligado com a falta de informação sobre a eficácia dos painéis fotovoltaicos.



A energia solar permite a geração de parte ou toda energia solar para sua casa, consequentemente livrando- se da conta de luz. Para o cálculo do tamanho do sistema fotovoltaico residencial, utiliza-se como base o consumo de energia, a área disponível para os painéis e a localidade geográfica.A diferença entre os sistemas fotovoltaicos de energia solar residenciais e comercias está na capacidade de geração (kWp). 

Caracteriza-se como sistema fotovoltaico residencial os com potência entre 1kWp a 1kWp. Uma residência média de 3 quartos precisará de um sistema de 3kWp que ocupará aproximadamente 21m².O sistema fotovoltaico comercial funciona como os residenciais, porém são instalados geralmente com potências entre 10kWp a 100kWp, ocupando de 65m² a 700m².


Instalação: 


Após definido onde será colocado cada painel solar, instala-se os suportes. Em telhados de metal, o suporte será parafusado diretamente na telha. Já em telhados de barro, de acordo com o layout, as telhas são removidas nos locais apropriados e os suportes são parafusados nestes pontos servindo como base de fixação do sistema.


Em seguida, instalam-se os trilhos, que são estruturas pré-fabricadas, geralmente em alumínio e se encaixam perfeitamente nos suportes. Após os trilhos estarem bem fixos, instalam-se as placas solares e conectam-se os cabos.


Por fim, conectam-se os painéis solares no inversor solar e este é instalado na rede elétrica. Nesta etapa final somente o eletricista trabalha.


Ainda que as pessoas pensam que o preço da energia solar fotovoltaica é elevado, quando comparada com outros tipos de energia, o valor da energia solar estará em vantagem. Se considerarmos o investimento em energia solar mais a manutenção minima ao longo de 25 anos e dividir esse valor pela energia gerada pelo sistema fotovoltaico, o valor da energia solar será menor que o você pagou pela rede elétrica, além disso estará contribuindo com o meio ambiente.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Material Reciclado: Entulho gerado em Obra


A construção civil é um setor de prestação de serviços que tem crescido cada vez mais no nosso país, os avanços nesse campo tem gerado uma grande quantidade de entulho . Este se apresenta na forma sólida, com características físicas variáveis, que dependem do seu processo gerador, podendo apresentar-se tanto em dimensões e geometrias já conhecidas dos materiais de construção (como a da areia e a da brita), como em formatos e dimensões irregulares: pedaços de madeira, argamassas, concretos, plástico, metais, etc.


Praticamente todas as atividades desenvolvidas no setor da construção civil são geradoras de entulho. No processo construtivo, o alto índice de perdas do setor é a principal causa do entulho gerado. Embora nem toda perda se transforme efetivamente em resíduo - uma parte fica na própria obra - os índices médios de perdas (em %) apresentados abaixo fornecem uma noção clara do quanto se desperdiça em materiais de construção - a quantidade de entulho gerado corresponde, em média, a 50% do material desperdiçado.
Já nas obras de reformas a falta de uma cultura de reutilização e reciclagem são as principais causas do entulho gerado pelas demolições do processo.
Nas obras de demolição propriamente ditas, a quantidade de resíduo gerado não depende dos processos empregados ou da qualidade do setor, pois se trata do produto do processo, e essa origem, sempre existirá.




Toda essa produção de resíduos fez com que fossem criadas alternativas para a reciclagem dos materiais descartados. Com isso, foi criada a ABRECON (Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil, que tem como objetivo conscientizar os governos sobre a necessidade de se reciclar entulho e achar soluções sustentáveis para a construção civil.

É muito importante que haja uma usina especializada envolvida no processo da reciclagem, para que não ocorra contaminações e problemas com a obra. Através do site da ABRECON, é possível conhecer essas empresas.

Processo de reciclagem em usina
A reciclagem de resíduos gerados em obras proporciona economia, devido a substituição de materiais convencionais por resíduos reciclados. A areia e a brita reciclada é cerca de 20% mais barata do que a convencional. Utilizando esse entulho ajudamos na diminuição dos danos causados ao meio ambiente e suas consequências como enchentes e assoreamento de rios.

Para pavimentação utilizando o agregado, o processo de reciclagem é o que exige menor uso de tecnologia, e energia, diminuindo os custos.  Pode-se usar todos os componentes minerais do entulho como tijolos, argamassas, areia, pedras, cerâmicas, etc., sem precisar separar nenhum deles.

Para o uso em concreto, você também pode usar todos os componentes minerais do entulho, não precisando separa-los. Quando se utiliza baixo consumo de cimento, há também uma melhoria no desempenho do concreto comparado aos agregados convencionais.

Para o uso no preparo de argamassas, há uma redução no consumo de cimento e cal, já que o entulho se comporta como um aglomerante, podendo endurecer novamente. Ocorre também um ganho na resistência a compressão das argamassas.

Areia Reciclada


Mesmo com todas essas vantagens seu uso ainda não é muito comum devido ao preconceito dos construtores com o material. Por ser mais barato, muitas vezes é encarado como um material de baixa qualidade. Muitas empresas que usam esse recurso, não divulga, com receio da desvalorização do imóvel, o que é algo totalmente equivocado.

A aplicação de materiais reciclados do entulho deve ser estudada caso a caso, pois algumas características próprias do antigo uso daquele entulho, ou sua composição podem causar danos (como o asfalto, que é composto de várias substâncias tóxicas, ou o entulho de concreto que teve contato com um agente contaminante, químico ou biológico).

Brita reciclada


Outro risco que deve ser pesquisado a fim de ser evitado é quanto o entulho bruto é utilizado para enchimento, por exemplo, na pavimentação de uma calçada, quando a altura é elevada utilizando-se entulho para que depois haja a concretagem. Ainda que muito bem "batidos" os fragmentos podem continuar se compactando, assim deixando um vazio por baixo da pavimentação, que tende a ruir. Mas isto não quer dizer que este tipo de serviço não pode ser feito, é possível ter bons resultados com suficiente planejamento e atenção aos fatores de perigo. 
 Alguns materiais, se devidamente processados para a separação do resto dos escombros da construção, podem estar presentes em várias etapas da obra, por exemplo:
   
  -A areia reciclada pode ser utilizada em argamassas para assentar blocos de vedação, contrapisos, pavimentos, e para a confeccão de artefatos de concreto de vedação e de outras naturezas (como bancos, fontes e mourões), mas é muito pouco recomendado o uso em alvenarias, concreto e peças estruturais.

-O pedrisco reciclado pode ser empregado também na confecção de artefatos de concreto.

-O rachão (material com dimensão superior de 63mm e inferior a 150mm), pode ser utilizado para terraplenagem, para uso funcional em drenos e enchimento em obras de pavimentação.


Resultado da reciclagem


Esse é um entre os vários meios para economizar na obra e também ajudar o meio ambiente.